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  Opinião  
     
  5/9/2009  
  Troféu Aldo Broering  
     
  Não foi fácil a tarefa de organizar o Troféu Aldo Broering. Dentre as pessoas amigas e que apreciam a boa mesa, muitas não tinham horários disponíveis e outras já tinha compromissos marcados para aquele fim de semana. E foi uma unanimidade e uma surpresa a tristeza que as pessoas transmitiam ao se recusarem a participar.
Mas o time de jurados foi formado, homogêneo na profissão – todos são jornalistas e bom garfos. Críticos, já escreveram sobre o tema e isso propiciou um resultado inesperado no julgamento.
Régis Mallmann, editor do Diário Catarinense, conhecedor de vinhos e ingredientes, não poupou críticas construtivas e elogios.
Ivan Pimentel, jornalista e assessor de imprensa da deputada Odete de Jesus, anotava no verso da planilha suas sugestões para, quem sabe algum dia, poder anunciar aos concorrentes.
Eu, jornalista e que entre livros publicados escrevi Contos para Comer, uma viagem pela memória gastronômica do personagem principal, aprendi os segredos da cozinha com minha mãe. E mais, aprendi a ser chato com atendimento, conhecedor de ingredientes e crítico da qualidade dos pratos em São Paulo, onde morei por 15 anos.
Não foi fácil eleger o premiado. Primeiro se optou por privilegiar aqueles que abrem todos os dias. Uma tarefa difícil cozinhar de segunda a segunda.
Durante o roteiro de degustação foram surgindo outro critérios, que acabaram acrescentados aos pré-definidos. Ambiente, pratos salgados, sobremesas e atendimento.
Uniforme, simpatia e apresentação da casa e dos pratos somaram-se ao profissionalismo. Um buffet onde os pratos possuem identificação e pratinhos de suporte para os talheres, faz a diferença.
A beleza dos pratos, e como se come com os olhos, principalmente nas sobremesas, faz a diferença.
Em um estabelecimento fomos surpreendidos pela carta de vinhos importados, a preços honestos, e uma curiosidade no cardápio, preços diferenciados para pratos infantis. Finalizando, a grande surpresa do Troféu Aldo Broering aconteceu recentemente, ao entrar em um restaurante da cidade e ver um buffet elaborado de saladas, pratos quentes e uma preocupação em melhorar o atendimento. Fui até o proprietário e o cumprimentei pela atitude. Este era um dos objetivos do Troféu, acrescer fermento à culinária de Rancho Queimado, incentivar a saudável competição rumo ao profissionalismo.
São três os ganhadores – Kaffeehaus em primeiro, Bistrô Santa Rita, em segundo, e Restaurante Jane em terceiro, e por decisão unânime da comissão julgadora ficou estabelecido que os demais estão em quarto lugar. Não por demagogia, mas pelo esforço de todos em atender bem os moradores e visitantes desta aconchegante cidade.
Só quero afirmar que nada teria sido completo sem a nossa Purezinha, e quero aqui homenagear o vereador Ricardo Sell, que continua a lutar contra a indústria poderosa das colas.

Ricardo Moreira de Mesquita
Editor-executivo
 
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