O município tem apostado e muito na capacidade de seus artistas e artesãos para impulsionar o turismo. Nesta área
a diversificação de técnicas e materiais usados têm chamado a atenção dos turistas e também de investidores. Há, por exemplo, empresários de Gramado, na serra gaúcha, que viajam a Rancho Queimado especialmente para comprar
o artesanato local e revendê-lo em
suas lojas. Papel, madeira, palha de milho, pinturas em tela, crochê, tricô, costura, todos esses itens estarão participando de uma mostra do artesanato de Rancho Queimado durante o Festival de Inverno.
Além dos locais onde já costumam
expor seus trabalhos, os artesãos
terão durante os 10 dias do festival
uma oportunidade de aumentar vendas e rendimentos.
Artistas
Muitos desses artesãos são conhecidos por suas habilidades e por estarem há alguns anos no mercado de trabalho. Alguns, como a Vó Nair, 76 anos, que trabalha com vários tipos de material, mas seu carro-chefe é a palha de milho, faz exposição também na Casa da Alfândega, em Florianópolis. O filho, Almir Beretta, é especialista no artesanato em madeira.
Clarice Krauss, 35 anos, trabalha em madeira e gesso há cinco anos. Já Cecília Ivone Fleger, aos 55 anos, diz que prefere trabalhar com crochê. Ela expõe em sua casa objetos em madeira, pinturas, bordados, produzidos por outros artesãos.
Importante para o município é também o trabalho de Valdevino Weiss, o Vino, que cria facas artesanais de alta qualidade. Também se destaca a produção de lajotas em relevo ou desenhadas, da Fattoria Dibernardi. |