Imagine uma floresta densa, onde os sons dos animais ecoam por quilômetros. Casas de indígenas junto aos morros, camufladas pela vegetação, e alguns poucos desbravadores tendo de abrir caminho a facão.
Assim era Rio Scharf, hoje chamada também Linha Scharf, 200 anos atrás. Contam os moradores que o nome do lugar veio de um desses desbravadores, cujo sobrenome era Scharf e foi encontrado morto embaixo de uma árvore.
Mudanças
Hoje a comunidade continua com poucos habitantes, mas tem estrada bem cuidada, lavouras e uma grande produção de morangos.
Elli e Aldino Schafer, estão entre eles. Alfaiate aposentado, 70 anos, Aldino já foi muito requisitado para fazer ternos. Os clientes precisavam passar dois ou três dias em sua casa, “para fazer a prova”. Não havia transporte e a viagem era feita a pé ou a cavalo.
Relatos
As histórias são muitas. Aldino diz que o cemitério da Igreja Evangélica é um marco da história de Rio Scharf. Parte dos túmulos é tão antiga que está se deteriorando, até porque as lápides, do século 19, eram feitas em madeira.
Outra parte do cemitério foi destruída pela polícia local, na época da segunda guerra, orientada para hostilizar os imigrantes alemães.
As casas antigas também são conservadas na medida do possível. Os moradores acreditam que, um dia, algum órgão vai se interessar pela sua preservação. |