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A edição da Revista Veja, que começou a ser distribuída neste sábado, 20, aponta a existência de pagamento de “mesadas” a deputados do PP que passassem a apoiar o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP). O Partido Progressista há anos controla o Ministério das Cidades, responsável por um orçamento de R$ 22 bilhões. Agora protagoniza mais um escândalo, após outros dois que derrubaram os ministros da Agricultura e dos Transportes.
Está envolvido o deputado federal catarinense João Pizzolatti, recentemente diplomado pelo TRESC após uma disputa judicial. Pizzolatti e outros três políticos progressistas são suspeitos de oferecer o pagamento de R$ 30 mil mensais a três colegas de partido para que passassem a dar apoio ao ministro Negromonte.
Segundo a revista Veja, “na formação do governo Dilma, Negromonte foi indicado mais por suas relações com o PT da Bahia do que pelo trânsito junto aos colegas. Uma parcela do PP queria manter Márcio Fortes, ministro por mais de cinco anos no governo Lula. Há duas semanas, o grupo ligado ao ex-ministro conseguiu destituir da liderança do partido o deputado Nelson Meurer, aliado de Negromonte. Colocou no lugar dele Aguinaldo Ribeiro, aliado de Márcio Fortes”.
A reportagem indica que, após essa perda de poder, Negromonte montou “um bunker numa sala anexa a seu gabinete, onde quatro aliados de sua inteira confiança – os deputados João Pizzolatti (SC), Nelson Meurer (PR), José Otávio Germano (RS) e Luiz Fernando Faria (MG) – tentam persuadir os deputados a se alinhar novamente com o ministro. Apenas na última terça-feira, doze parlamentares estiveram no ministério. Sob a condição do anonimato, três deles revelaram que ouviram a proposta da mesada de 30.000 reais”.
Procurado pelos jornalistas, o ministro Negromonte negou a existência de oferta de dinheiro e a realização de reuniões com deputados do PP. Estes, por sua vez, afirma a revista Veja, confirmaram que estiveram nos encontros. "Muitos ficaram assustados com a pressão que sofreram no ministério. Quando os argumentos se esgotavam, vinha a proposta de dinheiro", relatou um deputado do partido à Veja.
Procurado pela revista, Negromonte negou não só a oferta de dinheiro como a própria existência das reuniões com deputados do PP. Só que os próprios colegas confirmam que participaram dessas reuniões.
O ministro disse que tudo é um jogo de intrigas, sendo Marcio Fortes, recém-nomeado para a Autoridade Pública Olímpica, o responsável.
Por sua vez, Fortes declarou: “ No dia 31 de dezembro, deixei o cargo e me afastei das atividades partidárias." Tudo isso foi relatado no dia 17 pelos parlamentares do PP à ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que também já informou à presidente Dilma Rousseff. |
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